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A Estratégia dos “Pods”: Como transformar o seu escritório num ímã de talentos na era da IA

Se você é o tipo de gestor que anda medindo produtividade pela quantidade de horas logadas e crachás batidos na catraca, saiba que a SXSW 2026 trouxe uma má notícia: esse debate acabou.

A Estratégia dos “Pods”: Como transformar o seu escritório num ímã de talentos na era da IA

O problema nunca foi o escritório em si. Foi o escritório tratado como obrigação.

Passamos os últimos anos forçando pessoas a atravessarem a cidade para se sentarem em baias e responderem e-mails que poderiam ter sido resolvidos de casa.

O resultado foi previsível: resistência, desengajamento e times que enxergam o QG corporativo como uma prisão, não como um lugar onde vale a pena estar.

A virada de chave é simples de entender e difícil de executar: o futuro do trabalho não é sobre vigiar presença. É sobre transformar o escritório em um ímã

A nova pergunta que toda liderança precisa se fazer não é “como obrigo meu time a voltar?”, mas sim “como torno o escritório um lugar tão valioso que as pessoas queiram estar nele?”. E a resposta mais concreta que saiu da SXSW 2026 tem nome: os “Pods”. Já explicamos o que são a seguir.

O Paradoxo da IA: mais máquina, menos solidão

O maior erro que os executivos cometem hoje é achar que a Inteligência Artificial vai isolar as equipes.

Os dados provam exatamente o contrário. Uma pesquisa da Gensler com 16 mil trabalhadores mostrou que os “Power Users” de IA passam menos tempo trabalhando sozinhos e mais tempo aprendendo e colaborando com os colegas.

O caso do LinkedIn ilustra bem o fenômeno.

Os engenheiros que passaram a usar IA para programar ficaram mais abertos a interrupções e conversas. O motivo é técnico e revelador: como a IA recupera o contexto de um trabalho rapidamente, o custo de ser interrompido despencou.

Antes, parar para ajudar um colega significava perder o fio da meada por meia hora. Agora, a retomada é quase instantânea.

A consequência estratégica é enorme. O gargalo das empresas deixou de ser a execução individual e passou a ser o alinhamento coletivo. E alinhamento não se resolve com mais horas de escritório. Resolve-se com pessoas certas, juntas, no momento certo.

A Estratégia dos “Pods”

Se o valor está na colaboração, o espaço físico precisa ser desenhado para provocá-la. Foi exatamente isso que o LinkedIn testou com o conceito de “Pods“.

A Estratégia dos “Pods”: Como transformar o seu escritório num ímã de talentos na era da IA


Eles redesenharam os andares e mataram as mesas individuais para abrigar pequenas equipes cross-funcionais de 4 a 8 pessoas, agrupadas por missão, não por departamento. Em apenas 11 semanas, o resultado foi mais brainstorming, melhor performance e muito menos fricção entre áreas. O futuro do trabalho, ao que tudo indica, não é individual nem massificado. É em pequenos grupos coesos.

A Rivian, fabricante de veículos elétricos, levou a lógica ao extremo e passou a operar como um verdadeiro “Grupo de Afinidade”. Em vez de contratar pilotos profissionais, a empresa coloca os próprios engenheiros para testar os carros em competições no gelo, ao lado dos clientes. O escritório deixou de ser um departamento de burocracia e virou um “acampamento base” para a missão. O foco não é exigir presença. É justificar o deslocamento com relevância real.

Na prática: como a On já opera em “Pods”

Quando o conceito dos Pods subiu ao palco da SXSW 2026, a sensação aqui na On foi menos de descoberta e mais de reconhecimento. O modelo é, na essência, o mesmo que já estruturava a nossa rotina.

A On opera em regime híbrido. A maior parte da semana é remota, mas mantemos um dia presencial fixo, porque entendemos que a troca cara a cara é essencial.

Em vez de convocar a agência inteira no mesmo dia, cada dia da semana pertence a um Squad específico. Não são departamentos: são times cross-funcionais organizados por contexto de cliente.

É exatamente a lógica dos Pods: grupos coesos, agrupados por missão, com pessoas de especialidades diferentes resolvendo o mesmo problema na mesma sala.

O efeito prático é que o presencial deixa de ser uma “exigência de calendário” e passa a ter propósito. Ninguém vai trabalhar sozinho ao lado de outras pessoas que também estão trabalhando sozinhas. Vai quem tem contexto compartilhado para trocar naquele dia.

O escritório não morreu. A obrigação, sim.

No fim das contas, o grande erro das lideranças hoje é confundir presença com produtividade e controle com resultado.

Exigir que o time volte para o escritório sem dar um bom motivo para isso é resolver o sintoma errado. As pessoas não resistem ao escritório. Resistem a atravessar a cidade para fazer o que fariam melhor de casa.

Portanto, reinventar o trabalho na era da IA não é escolher entre presencial e remoto.

É reprojetar o espaço, os times e a missão para que estar junto valha a pena. Quem transforma o escritório em ímã atrai os melhores profissionais do mercado, acelera a colaboração e retém talento que a concorrência gostaria de ter. Quem continua tratando presença como obrigação vai gastar energia vigiando catraca enquanto vê os bons profissionais migrarem para empresas que inovam em Pods.

A Estratégia dos “Pods”: Como transformar o seu escritório num ímã de talentos na era da IA

Aqui na On, traduzimos os aprendizados da SXSW 2026 em estratégias reais de marketing digital e reestruturação de operação, com foco no que de fato move o ponteiro: pessoas, processos e cultura potencializados por tecnologia.

A On é uma agência especializada em AI First e nosso trabalho é ajudar lideranças a desenharem operações onde a Inteligência Artificial escala a colaboração humana, em vez de substituí-la. Fale com a nossa equipe e continue acompanhando nosso blog para liderar o futuro do trabalho com relevância.

Leia também: O fim do plano de 5 anos: Como o framework “Zoom Out, Zoom In” blinda sua empresa na era da IA

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